1.000 Pontos Para Entrar no Céu
Este texto foi traduzido do original “You Must Have 1,000 Points to Enter Heaven” do portal The Resurgence.
Eu sei que ilustrações sempre têm um limite, em certo ponto, mas eu acho que essa a seguir traz um bom ponto, embora não perfeito.
1.000 Pontos Para Entrar no Céu
Um amigo meu contou uma história boba de um homem para na porta do Céu, esperando ser recebido. Para sua surpresa, Pedro disse: “Você precisa ter ganho mil pontos para ser recebido no Céu. O que você fez pra ganhar seus pontos?”
“Eu nunca ouvi falar disso, mas achou que estou indo bem. Eu fui criado em um lar cristão e sempre fui parte da igreja. Eu tenho pontos de presença na Escola Dominical que vão até o chão. Eu fui para uma Universidade Cristã, além de fazer pós-graduação e milhares de pessoas foram trazidas a Cristo por mim. Eu sou agora um líder na minha igreja e ajudo bastante naquilo que o povo de Deus faz. Eu tenho três filhos, dois rapazes e uma moça. Meu filho mais velho é um pastor e o mais novo é parte do staff com seu ministério para os pobres. Minha filha e seu esposo são missionários. Eu sempre dizimei e estou agora ofertando mais do que 30% do que recebo para a obra de Deus. Eu sou um executivo na área bancária e trabalho com os pobres na nossa cidade tentando dar empréstimos àqueles que recebem pouco.”
“Estou indo bem?”, ele perguntou a Pedro.
“Isso tudo te dá 1 ponto”, Pedro falou. “O que mais você tem feito?”
“Meu Deus, misericórdia!”, disse o homem, frustrado.
“É isso!”, disse Pedro. “Seja bem-vindo!”
Meu amigo usou essa ilustração boba e terminou dizendo: “Ensine a lei. O Salmista a chamou de perfeita. Ensine-a até que as pessoas reconheçam sua inabilidade de segui-la e clamem por misericórdia. A misericórdia estará sempre presente.”
“Paulo argumenta aqui que nós precisamos de Jesus tanto após sermos salvos quanto antes disso.”
A Lei = Hércules
Em seu comentário sobre Gálatas, Martinho Lutero descreve a Lei como um Hércules enviado por Deus para atacar e matar o monstro da auto-justiça e nos mostrar todo dia o quando precisamos desesperadamente da graça de Deus:
Para destruir e aniquilar este monstro e criatura violenta [isto é, a presunção de sua própria retidão], Deus foi obrigado, no Monte Sinai, a dar uma nova Lei com tanta pompa e com um espetáculo tão maravilhoso que todo o povo tremeu de medo. Pois, já que nossa razão torna-se presunçosa com sua presunção humana de justiça ou retidão e imagina por isso está agradando a Deus, Deus tem que mandar um Hércules, ou seja, a Lei, para atacar, subjugar e destruir este monstro com força total. Portanto, a Lei tem seu propósito nessa criatura, e não em outro lugar.
A lei existe para destruir todo senso de que podemos “seguí-la completamente.” A lei mostra a não-cristãos e cristãos a mesma coisa: o quanto não podemos cumpri-la sozinhos o quanto ambos precisamos de Jesus.
Uma Situação Ainda Mais Grave
Independentemente do quão bem eu acho que estou caminhando no projeto da santificação ou quanto progresso eu acho que fiz desde que me tornei um Cristão, como Paulo em Romanos 7 – quando a lei perfeita de Deus torna-se o padrão e não “o quanto eu melhorei ao longo dos anos”, eu percebo que sou muito pior do que achava que era. Quando eu penso qual é o meu pior defeito, a lei de Deus me mostra que minha situação é bem mais grave: se eu penso que é raiva, a lei mostra que é, na verdade, assassinato; se eu acho que é luxúria, a lei me mostra que é, na verdade, adultério; se eu acho que é impaciência, a lei me mostra que é, na verdade, idolatria (Mateus 5:17-48).
Temos uma tendência de pensar que precisamos mais de Jesus antes de sermos salvos do que após isso, ou que precisamos d’Ele mais por justificação e menos por santificação (ao menos é assim que muitos parecem pensar). Mas Paulo argumenta aqui que nós precisamos de Jesus tanto após sermos salvos quanto antes disso. A lei nos mostra que o nosso melhor nunca é bom o suficiente. Pois, como J.C. Ryle disse: “Até as melhores coisas que fazemos tem algo nelas que precisam ser perdoadas.” A lei destrói a visão perfeita que temos de nós mesmos. Não importa o quão decente eu vejo que estou me tornando, quando eu sou graciosamente confrontado pela Lei de Deus, eu só posso clamar: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24). Só a lei nos mostra o quanto estamos desesperados por ajuda de fora.
“Somente quando chegamos ao fim de nós mesmos, chegamos ao começo da graça de Deus.”
Liberte-se
Após a lei terminar o seu trabalho de destruição, podemos então (com Paulo) cantarmos a canção da liberdade – a alegria dos redimidos, “Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! (…) Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 7:25-8:1). Somente quando chegamos ao fim de nós mesmos, chegamos ao começo da graça de Deus – que nos dá liberdade! Sempre suspeitaremos da graça até que entendamos que precisamos dela desesperadamente. Pessoas desesperadas amam a graça. Pessoas enganadas (isto é, aqueles que acham que estão “conseguindo”) têm medo dela. Aqueles que sabem (que realmente sabem!) o quanto eles foram perdoados, amam muito (Lucas 7:47).
A razão para Paulo começar a cantar essa canção de louvor porque ele sabe que o fator determinante em seu relacionamento com Deus não é sua obediência (a lei mostrou a ele o quão ruim ele era), mas a obediência de Cristo por ele. Ele se viu livre, ao descobrir que seu status com Deus não é baseado em sua luta por Jesus (ele brigou com a lei e a lei havia ganho), mas a luta de Jesus por ele – Deus não se relaciona conosco baseado em nossas façanhas por Jesus, mas as façanhas de Jesus por nós.
A lei revela o quão rápido tentamos fugir de Deus, o Evangelho revela o quão rápido Deus corre atrás de nós. Então, “Alegre-se, você é bem pior do que você pensa que é, mas em Jesus, você é muito mais amado do que você poderia imaginar.”









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